Médicos internos despedidos apesar das promessas do Ministro da Saúde

Os 114 médicos internos que, em 2015, se viram impedidos de prosseguir com a sua formação especializada estão, desde o início do presente ano, sob ameaça de despedimento em Julho de 2017. Este facto foi comunicado à tutela por diversas vezes, tanto por parte da AMPFE como dos Sindicatos, Ordem dos Médicos e partidos da Assembleia da República, que têm pedido uma solução urgente e definitiva para estes médicos.

No passado dia 21 de Junho, a propósito da audição requerida pelo PCP ao Ministro da Saúde relativamente aos médicos sem especialidade, o Prof Adalberto Campos Fernandes afirmou que os 114 médicos internos iriam ser mantidos ao serviço do SNS e a sua situação iria ser esclarecida e resolvida em definitivo, com a publicação de uma portaria que estaria "a dias" de ser publicada.

No entanto, e apesar dos pedidos e avisos destas várias entidades, até à presente data, nenhum diploma (que estaria para breve) foi publicado.

A consequência deste "atraso" é que vários hospitais aos quais estes médicos estão vinculados começaram já a rescindir os contratos destes internos, com efeitos imediatos. É o caso da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (que já comunicou o despedimento por escrito) e o Centro Hospitalar de Faro (que o fez verbalmente, mas revelando a intenção de o fazer por escrito até ao fim da semana).

Esta é uma situação inadmissível que precisa de ser resolvida, já e de uma vez por todas, pela publicação da portaria prometida pelo Ministro da Saúde, para que não restem dúvidas da intenção da tutela quanto as estes médicos e para que estas situações de despedimento não continuem a acontecer.